Dra Mariana Neto Silva| Clinica Pediátrica Mamãe Coruja                                                                                                                             
 
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  • Ismael Ribeiro

Casos de internações pediátricas com infecções respiratórias virais aumentam no Brasil


. Todos os anos, entre março e junho/julho, temos um pico de casos de doenças respiratórias, como a bronquiolite.
Internações Pediátricas

Internações pediátricas com infecções respiratórias


Casos de crianças internadas com infecções respiratórias virais têm crescido gradativamente desde o começo de 2021. E não é por causa da Covid-19. Todos os anos, entre março e junho/julho, temos um pico de casos de doenças respiratórias, como a bronquiolite. No ano passado, não chegamos a ver tantos casos devido ao isolamento social iniciado no meio de março. Porém, em 2021, com a volta das aulas presenciais, voltamos a ver aumento dos casos.


O retorno às aulas presenciais tem aumentado a transmissão do vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite. Especialistas alertam que 100% das crianças vão ter VSR até os dois anos de idade. Geralmente é uma doença muito leve. Mas cerca de 2% das crianças têm dificuldade de respirar e precisam ser hospitalizadas.


Bronquiolite


O VSR é responsável por 50 a 80% dos casos de bronquiolite nas crianças. Muitas vezes, a bronquiolite começa do mesmo jeito que um resfriado comum, com coriza, nariz entupido, espirros, tosse seca e febre baixa. Entretanto, com o passar dos dias, ao invés do quadro melhorar, os médicos observam a piora do padrão da tosse, muitas vezes com esforço para respirar. Esses primeiros sinais aparecem de três a cinco dias antes do início do chiado no peito. Outros sinais comuns são o cansaço, a taquipnéia, a hipoxemia e sintomas de esforço respiratório, como batimento de asa de nariz, aparência de barriga afundando e deixando em evidência a última costela ou os espaços entre as costelas.


Diagnóstico e tratamento


Por ser um vírus respiratório semelhante ao Covid-19, o contágio ocorre pelo ar ou por objetos e superfícies que possam estar contaminadas, como mesas e cadeiras escolares. O diagnóstico é clínico, realizado a partir do histórico de saúde do paciente e dos sintomas apresentados. Exames complementares, como raio X e hemograma, em geral, servem para investigar a existência de complicações.

O tratamento padrão consiste em controlar a febre e manter a criança hidratada. Nos casos em que há queda de saturação é indicado internação hospitalar para fornecer oxigênio.


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