Dra Mariana Neto Silva| Clinica Pediátrica Mamãe Coruja                                                                                                                             
 
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  • Dra. Mariana Neto Silva

Doces na infância

Atualizado: Mar 19


Crianças ingerindo doces e guloseimas. Muitas vezes usados como forma de recompensa para as crianças quando se comportam bem; Seja por ter cumprido com o dever de casa, ou mesmo terminado toda a refeição do prato... Mas essa não é a melhor forma de lidar com o seu pequeno! Afinal, quando as crianças ganham doces como recompensa, elas começam a associar o açúcar com as situações de prazer, alegria ou até em momentos de frustração. Ao invés de recompensar os pequeninos com doces e outras 'besteiras', substitua por elogios, novas brincadeiras, passeios e outras recompensas positivas. Assim, além de educar você estará cuidando da saúde dos seus pequenos!
Criança comendo doces

Açúcar

As crianças mais agitadas durante as refeições principais, que necessitam sempre daquela promessa dos pais: “Se você comer tudo do prato, vai ganhar um doce depois”, podem se tornar vítimas do açúcar e obesas no futuro. De acordo com os especialistas que realizaram o estudo Vitabiotics WellKid Baby Drops e divulgada recentemente no Daily Mail, 60% das crianças são viciadas em chocolate e doces, e os pais são os culpados por isso. Um em cada três pais admitiu que lida com os filhos, que são agitados na hora da refeição normal, subornando-os com um docinho para fazê-los comer a comida toda. A pesquisa revelou ainda que 58% das mães acreditam que, aos três anos de idade, as suas crianças já pediam por doces regularmente.


Doces e guloseimas são muita vezes usados como forma de recompensa para as crianças quando se comportam bem; Seja por ter cumprido com o dever de casa, ou mesmo terminado toda a refeição do prato... Mas essa não é a melhor forma de lidar com o seu pequeno! Afinal, quando as crianças ganham doces como recompensa, elas começam a associar o açúcar com as situações de prazer, alegria ou até em momentos de frustração. Ao invés de recompensar os pequeninos com doces e outras 'besteiras', substitua por elogios, novas brincadeiras, passeios e outras recompensas positivas. Assim, além de educar você estará cuidando da saúde dos seus pequenos!


A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde não recomendam o consumo de açúcar nos dois primeiros anos de vida e nas outras faixas etárias o consumo deve ser limitado. A ingestão de suco de frutas, mesmo in natura, não é indicado uma vez que a fruta acaba sendo menos calórica e proporcionar mais saciedade que o suco, além de ser fonte de fibra e exigir a mastigação, importante para o desenvolvimento orofacial da criança. A ingestão de suco até um ano foi associada ao maior consumo de suco e bebidas açucaradas durante os dois primeiros anos e também à maior adiposidade, segundo trabalho publicado na revista Obesity (2015). A Academia Americana de Pediatria, assim como a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde, tem orientado a não consumir açúcar antes de 2 anos de idade. Há evidências científicas de que o consumo de sacarose sem a fibra correspondente, como é comumente presente no suco de frutas, está associado à síndrome metabólica, lesão hepática e obesidade. A American Heart Association (EUA) decidiu reduzir a recomendação de ingestão diária máxima de açúcar adicionada à alimentação infantil durante a infância (2 a 18 anos), de 50 gramas (cerca de 12 colheres de chá) para 25 gramas (ou 6 colheres de chá). O açúcar adicionado não é indicado para as crianças menores de 2 anos (Circulation. 2016).

‍É claro que um docinho de vez em quando é uma delícia e as crianças ficam felizes, o perigo, é fazer disso um hábito constante, em que a criança passa a aprender que ficar agitado durante as refeições pode chamar a atenção dos pais e trazer como recompensa uma boa guloseima.



Fonte: SBP
#pediatria#alimentaçãosaudavel#cuidado#obesidadeinfantil

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